segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Construindo Pontes entre as Pessoas

A comunicação não e apenas o domínio de uma boa oratória: a habilidade verbal sem responsabilidade em relação ao conteúdo da mensagem e seus possíveis efeitos sobre os ouvintes é pura manipulação. Pode funcionar por algum tempo, mas, cedo ou tarde, fará com que as pessoas se sintam ludibriadas e o manipulador perca sua credibilidade, seja ela um pai falando com o filho, um chefe com seus funcionários ou presidente com a nação.
A comunicação não é apenas a forma como você se expressa; é também a forma como você abre espaço para os outros se expressarem. Qualquer um que já tenha tentando conversar com aquele tipo de pessoa que fala o tempo todo, ignorando ou desvalorizando a opinião de seus interlocutores, sabe o quão desagradável e infrutífera essa experiência costuma ser. Quem age assim pode até pensar que está se comunicando, mas, com certeza, não está. A comunicação eficaz pressupõe interação entre as pessoas, uma troca ou partilha de opiniões, informações e até mesmo sentimentos e emoções. É dessa forma que surge a empatia. E é a empatia que irá estreitar os laços, fortalecer os relacionamentos e promover a cooperação – aspectos que constituem, em última análise, os verdadeiros objetivos da comunicação.


terça-feira, 20 de setembro de 2016

Prioridade: Realmente fazemos o que é mais importante para nós?

Prioridade: Os dicionários definem essa palavra como eleger o que vem em primeiro lugar. Contudo, para poder decidir isso, precisamos antes saber o que é mais importante para nós, o que nem sempre é fácil: podemos priorizar o que é urgente, o que parece ser exigido ou esperado de nós ou mesmo o que é mais importante para os outros. E, o que é pior, não raro acreditamos que essas são, de fato, as “nossas” prioridades. A consequência disso costuma ser uma sensação de desânimo, desmotivação e insatisfação, que mina os esforços e compromete os resultados. Não há solução fácil. Somente uma autoavaliação profunda e honesta - e por vezes incômoda ou até dolorosa – poderá indicar se realmente sabemos, e se realmente fazemos, o que é mais importante para nós. Mas vale a pena. Enfrentar essa questão é o caminho para uma vida de grandes realizações. Durante essa avaliação, podemos detectar diferentes prioridades para diferentes aspectos de nossas vidas e perceber que essas prioridades nem sempre são compatíveis. Você pode priorizar a manutenção de seu emprego atual e a fidelidade a seus valores e, então, dar-se conta de que a manutenção de seu emprego atual está impossibilitando a fidelidade a seus valores. Nesses casos, é necessário decidir o que é mais importante, qual das duas é a verdadeira prioridade, pois não há nada mais inútil e frustrante do que tentar conciliar prioridades irreconciliáveis. Admitir isso é sinal de maturidade. Veja bem, não estou dizendo com isso que não seja possível obter sucesso profissional sem prejudicar sua vida familiar ou abrir mão de seus valores. Basta olhar em volta para encontrarmos uma série de pessoas bem-sucedidas nos mais variados aspectos de suas vidas. Pode ocorrer, porém, que determinado emprego não permita essa conciliação – isso já aconteceu comigo. Quando tive de escolher entre o emprego e a família, a escolha recaiu sobre prioridade: a família. No entanto, isso não me impediu de encontrar um novo trabalho que não me colocasse outra vez perante esse dilema. E, livre do peso de tentar conciliar coisas irreconciliáveis, tive energia e paz de espírito suficientes para ascender profissionalmente sem afetar meu papel de pai e de marido.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

A dádiva da superação

Muita gente diz: “Como é que vou perdoar fulano depois de tudo o que ele me fez? Ele não merece o perdão. ” Contudo, é preciso lembrar que o primeiro a ser beneficiado como o perdão é você próprio. O ressentimento e o desejo de vingança são sentimentos paralisantes, que o congelam em um momento de sofrimento em vez de deixa-lo livre para prosseguir. No final das contas, você, seus amigos e seus familiares podem ser mais prejudicados por toda essa amargura do que aquela pessoa a quem você considera culpada por seus infortúnios.O ódio e o ressentimento são como a cunha introduzida no tronco de uma jovem árvore. A árvore pode crescer e aparentar força, vigor e saúde, mas está doente por dentro. A cunha a está fragilizando e apodrecendo pouco a pouco. E quando chegar o momento de enfrentar a tempestade, toda a sua fragilidade será irremediavelmente exposta. Perdoar e não nutrir rancores é a única forma de remover a cunha que está minando nossas forças e nossa energia.Sua conduta expressa seus valores?
 Reflita!

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

EMBORA TODA TRANSIÇÃO LEVE A MUDANÇAS, NEM TODA MUDANÇA LEVA À TRANSIÇÃO

Ao contrário da transição, a mudança muitas vezes pode ser vista como um fim em si mesmo, como uma forma mais rápida de “queimar etapas” e modificar determinada realidade. Pode ser arbitrária em vez de participativa, e arrastar as pessoas em vez de gerar uma nova consciência. O resultado disso é que as transformações desejadas não são alcançadas – ou são alcançadas, mas não são assimiladas e, com isso, não se consolidam. Como toda Figura de Transição sabe, a assimilação requer perseverança, e qualquer mudança que desconsidere esse aspecto fatalmente provocará resultados efêmeros e inconsistentes – quando não desastrosos. Muitos de nós já passamos por experiências assim nas vidas pessoal e profissional. Já vimos aquele parente ou amigo que está sempre em dificuldades anunciar, de forma entusiástica, que “agora as coisas vão mudar”. Mas seu entusiasmo é tão intenso quanto passageiro, e a perseverança e do planejamento. Também já vimos aquele novo chefe que chega prometendo “mudanças drásticas” e começa a colocar a empresa de cabeça para baixo, sem que ninguém entenda exatamente aonde ele quer chegar. Por fim, o caos, que ele chama de “fase de transição”, acaba se perpetuando, e o chefe é demitido, deixando atrás de si uma situação pior do que aquela que encontrou ao chegar e funcionários cada vez mais desmotivados e céticos quanto à possibilidade de uma mudança real e para melhor.  

Talvez a melhor metáfora para a perseverança seja a de um jardineiro cultivando o bambu chinês. Essa espécie de planta pode levar quatro longos anos para se desenvolver. Durante esse período, quem passar pelos canteiros verá apenas pequeninos brotos que parecem nunca crescer. O jardineiro, porém, dia após dia, molha a terra e remove as ervas daninhas. Ele se empenha, persiste e confia. No quarto ano, sua perseverança é recompensada: o broto enfim se desenvolve e, em pouco tempo, atinge a altura de 24 metros – suas amplas raízes subterrâneas, que cresceram de forma lenta e gradual, porém firme e persistente, lhe dão a sustentação necessária para um desenvolvimento constante e acelerado.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

SUAS PALAVRAS SÃO A MEDIDA DE SEU EQUILÍBRIO. MEÇA-AS BEM

As palavras podem ter um efeito demolidor, não apenas para quem as ouve, mas também para quem as pronuncia. Palavras destemperadas e ofensivas, ditas sob o calor do momento, fazem com que a pessoa que as proferiu seja vista como explosiva ou mesmo desequilibrada. Podem até provocar uma efêmera sensação de alívio, mas a um preço alto demais: destroem relacionamentos, agravam problemas em vez de resolvê-los e prejudicam, às vezes de forma irreversível, a imagem que uma pessoa transmite aos demais. Stephen R. Covey, cofundador da empresa de consultoria FranklinCovey, certa vez escreveu: “A derradeira liberdade é o direito e o poder de decidir de que forma alguém ou algo externo irá nos afetar. ” É exatamente isso que as pessoas que se deixam levar por explosões de cólera não percebem. Elas podem pensar que estão “dando o troco” ou que estão “colocando fulano ou beltrano em seu devido lugar”. Na verdade, porém, estão apenas expondo seu descontrole, mostrando o quão facilmente permitem que suas reações sejam determinadas por circunstâncias externas, ou mesmo por aspectos de si mesmas que elas não percebem ou não querem perceber. Quantas vezes gritamos com nossos filhos porque não podemos gritar com nossos chefes? Ou gritamos com nossos funcionários porque não podemos gritar com nossos clientes? É preciso refletir sobre isso, pois, do contrário, você corre o risco de ser traído por suas próprias palavras.

Falar de forma equilibrada revela que você é uma pessoa equilibrada. E o oposto também é verdadeiro. Muitas pessoas, costumam afirmar, com orgulho, “eu digo a verdade na cara, seja de quem for” ou “eu sou sincera, doa a quem doer ”. Ocorre que a sinceridade não pode estar desassociada da sensibilidade de saber como e quando falar. Sem essa sensibilidade, a alardeada “sinceridade” não passa de grosseria ou fala de educação. Quanto mais dura for a “verdade” a ser dita a alguém, mais se fazem necessários o tato, a gentileza e o bom senso.

As Figuras de Transição nos mostram que é possível levar o diálogo a um patamar mais elevado e que a comunicação não é uma forma de manipular, mas de aproximar as pessoas. Elas nos fazem ver o poder transformados das palavras e o modo como a genuína cooperação nasce da atenção sincera que dedicamos às pessoas. 

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

ESTIMULAR A CRIATIVIDADE DE SEUS COLABORADORES NÃO É UMA POSSIBILIDADE, É UM DEVER

Ao afirmar que “pensar é uma habilidade que pode ser aprendida”, o trecho nos induz a outro aspecto digno de reflexão: também cabe a nós a responsabilidade de incentivar o pensamento criativo daqueles que nos cercam. É função dos pais estarem atentos às manifestações de criatividade dos filhos, estimulando-os e propici
ando-lhes condições favoráveis para que essas manifestações floresçam e facilitem o desenvolvimento de talentos.

Num ambiente profissional, é função do líder estimular a criatividade de seus funcionários e colaboradores. E esse estímulo deve transparecer inclusive em seu modo de conversar com os membros de sua equipe. Se alguém lhe trouxer uma ideia e você se limitar a dizer que isso não funciona, estará jogando um balde de água fria em seu interlocutor. Por outro lado, o fato de você achar que não funciona significa que o autor da ideia não seja capaz de encontrar soluções par fazê-la funcionar, caso se sinta encorajado o suficiente. Experimente dizer algo como: “Você já pensou em como poderia solucionar tais e tais aspectos referentes à sua ideia? ” Se a ideia for de fato inviável, o próprio autor acabará percebendo isso por si próprio, sem se sentir humilhado ou rejeitado. E não se sentirá constrangido em voltar a procurá-lo com novas ideias, ou com novas soluções para viabilizar a ideia anterior. Lembre-se: o primeiro requisito para se ter uma equipe criativa é não subestimar a criatividade de ninguém. Reflita sobre o modo como você está lidando com as ideias e sugestões de seus colaboradores.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

APRENDER E ENSINAR: Duas Faces da Moeda

As pessoas que mais aprendem são as que mais ensinam. Até mesmo a forma como elas buscam o aprendizado é um ensinamento para nós. Quem culpa a falta de tempo por não fazer aquele curso tão importante para a sua ascensão profissional talvez não saiba que Lincoln tornou-se advogado estudando sozinho, nas raras horas livres em que seu trabalho braçal lhe permitia. Os que afirmam não ter “condições adequadas” para aprender provavelmente ignoram o fato de que Marie Curie arriscou a liberdade e a vida para poder estudar. Os que dizem que “é tarde demais para aprender” possivelmente desconhecem a história de Roberto Marinho. Quem está sempre declarando “Nunca vou conseguir aprender isso” talvez começasse a pensar diferente se ouvisse a história de Alcino Neto. E os profissionais preocupados apenas com o conhecimento necessário aos aspectos técnicos de suas carreiras teriam muito a ganhar se pensassem a respeito da máxima de Willard Rockwell: “Desenvolva tanto o homem quanto o gerente”.
Muitos dirão: “Mas como posso me comparar a Lincoln ou a Marie Curie? ”, e a esses vou logo avisando que não se trata de comparar, mas de refletir. O fato de existirem pessoas que ampliaram seus limites muito além do que se poderia esperar nos leva a pensar em quão pouco estamos expandindo os nossos. Uma Figura de Transição está sempre aprendendo e está sempre ensinando, e é exatamente por estar sempre aprendendo que ela nos ensina: seu exemplo nos mostra que vivemos para aprender e que aprendemos a viver. É como diz a poetisa goiana Cora Coralina: “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina. ”

Quem transfere o que sabe, não está preocupado em “dar lições”, mas em partilhar. Pessoas assim não fazem questão de ser admiradas: fazem questão de ser úteis. Ao transferir o que sabem, elas não estão impondo suas crenças, seus métodos e seus valores aos demais. Estão apenas lançando uma semente. O que vai acontecer com essa semente, que vai germinar ou não os frutos que dará, tudo isso depende daquele que a recebe. Os que transferem o que sabem reconhecem e respeitam esse direito, pois entendem que nenhum conhecimento pode ser verdadeiramente assimilado e colocado em prática sem antes ser digerido, elaborado e reelaborado por aquele que o recebe.